Correr Descalço? Parte 1

Correr Descalço? Parte 1

Talvez esse seja um dos artigos mais intrigantes que vá lê, muita gente não vai conseguir ir até o final por ele ser tão contra intuitivo quando se trata de anos e anos de conhecimentos colocados em sua mente, vai mexer com você.

O caso é que se você se encontra aqui, esse assunto provavelmente te deixa com pulgas atrás da orelha, e reconheço que não seja a toa, porque a primeira vez que eu li sobre isso, de primeira, a minha mente dizia: “Isso é inaceitável!” Mas o que eu perderia ao me aprofundar?! Está dentro da área da saúde, educação física, e é de interesse de praticantes de atividades físicas inteligentes que buscam a cada dia, o autoaperfeiçoamento e superação. Trouxe esse artigo com o intuito de que a partir dele seus treinos e/ou conhecimentos venham alcançar um novo nível. Ele ficou um pouquinho grande comparando com nossos outros artigos, então acabou sendo dividido em 3 partes. Na primeira parte será falado onde e como surgiu a ideia, será feita também uma análise sobre a filosofia de vida de praticantes que aderem essa forma de praticar, junto a isso, as características dos calçados minimalistas para a modalidade descalça (WTF? Correr descalço com calçado Mário?), meio confuso essa última, segue o texto que isso será explicado. Na segunda parte inclui algumas ideias sobre a aderência a essa forma de corrida, analisando alguns pontos importantes que serão de grande relevância para a prevenção de lesões e os tipos da mesma, seguindo também alguns cuidados na transferência da forma de corrida e também sobre como ser um ultracorredor. E quem sabe dê até pra iniciar um novo projeto, #projetorun.  Boa leitura, e foco!

 

Como tudo começou?

Homo Sapien em um dia ensolarado e com o rugir de tigres dentes de sabre acorda e vai a caça, encontra a sua presa e começa a persegui-lá em uma corrida fenomenal, nada de Nike nos pés, é pura e simplesmente uma caçada descalça… Bem, vamos avançar só um pouquinho? Só 300.000 anos se passam e todo o “causo” começou em 2009 quando um escritor, Christopher McDougall, através do seu livro intitulado “Nascidos para Correr” coloca em jogo a ideia de que correr descalço poderia ser mais seguro e benéfico do que correr com calçados, e que nossa forma de correr atual é nada mais do que ilusão, e que não precisaríamos de tanta tecnologia dos calçados para correr por aí. Isso acabou gerando curiosidade no mundo inteiro. O livro também traz uma questão intrigante: Como podiam índios mexicanos correr ultramaratonas apenas com sandálias de borracha e ter menos lesões que atletas a bordo de calçados ultratecnológicos? No mesmo ano e reforçando essa visão, um professor de biologia evolutiva de Harvard (EUA), Daniel Lieberman, faz testes com corredores no Quênia e acabou percebendo que a corrida com os pés descalços estimulava a aterrissagem com o antepé, reduzindo assim o impacto, em contrapartida a aterrissagem com o calcanhar (Feita com tênis).

 

Porque corremos como corremos? Corremos naturalmente?

Segundo os adeptos da corrida descalça, também conhecida como corrida natural, essa é a forma mais “real” de praticar a atividade, argumentam que o contato direto que os pés mantêm com a terra, faz aumentar a sensibilidade, e com isso respostas nervosas e motoras, trazendo automaticamente um ajuste biomecânico natural, pois o corpo humano se adapta a qualquer coisa rapidamente, também afirmam que os calçados comuns se tornam um incomodo ao nos condicionar ao longo dos anos a correr de forma inadequada, pois nesse caso a sensibilidade e percepção é “perdida”. Uma exemplo controverso é que alguns corredores adeptos terminam provas sem sentir tantas dores nos pés quanto outros corredores que utilizam tênis. Um exemplo foi quando em 1960, o etíope Abebe Bikila venceu a Maratona Olímpica correndo com os pés descalços. Muitas vezes a corrida de rua faz os atletas necessitarem de equipamentos caros, e supertecnológicos. É o renascimento de uma antiga forma de se ver o esporte ao mesmo tempo em que se “reinventa a roda”, porque correr naturalmente é algo muito subjetivo, visto que ao nascermos nossos pais compram miniaturas de tênis, e assim nossos corpos vão se adaptando ao nosso andar, correr, ele vai “naturalmente” sendo condicionado através dos calçados com solados altos para o tipo de passada realizado com o calcanhar, aqui a palavra natural se torna um tanto ambígua. Mas da forma geral a corrida natural é tratada como a corrida descalça ou com a utilização de calçados minimalistas…

 

O que é e o que caracteriza um tênis minimalista? 

Calçados minimalistas são calçados bem simples, leves, e bem útil a esse tipo de corrida. Um dos muitos utilizados é o Vibram Five Fingers,  vocês talvez já até viram um desses por aí, é um calçado parecido com uma luva, muito m148-heroutilizado pelos velejadores, e que ao longo do tempo foram adotados pelos corredores, junto a esse, as marcas de tênis como Nike, Adidas, Mizuro vieram a toda numa corrida empresarial afim de desenvolver novos calçados e adaptador novos modelos todos os anos a esse modo de correr. Como já diz Débora Schaffer, gerente de marketing da Vibram, “Estamos na categoria barefoot: se sentir descalço, mas com os pés protegidos”. Os minimalistas também seriam uma forma de proteger os pés dos pequenos empecilhos nos chãos das cidades, como vidros, pequenas pedras que podem ferir os pés. Mês retrasado eu sai, fui pra ciclovia e corri descalço, e por um poder maior consegui ver antes de me aproximar cacos de vidro espalhados, coloquei o tênis novamente e completei a missão. 

Segue o vídeo do canal Corrida no ar:

É isso aí galera. Nessa primeira parte foi passado toda a estrutura dos artigos, fiquem ligados nos próximos, principalmente na parte 2/3 e 3/3 desse artigo. Compartilhe se fomos uteis para você, assim sempre traremos mais novidades e agregando conhecimentos aos seus treinos.

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