Correr Descalço? Parte 2, Os quenianos!
dez12

Correr Descalço? Parte 2, Os quenianos!

E aí galera, beleza? Espero que sim, e com bastante disposição para mudar suas vidas ao termino desse artigo e adicionar mais valor aos seus treinos, então vamos nessa. Essa será a segunda parte da série de 3 artigos falando sobre corrida descalço. Pra você entender mais sobre isso, peço que leiam a primeira parte aqui para você poder se situar melhor, mas se você já leu, então te desejo uma boa leitura… ahh, os nossos artigos frequentemente vem com link que te direcionam para outras matérias, vídeos e imagens curiosas e divertidas, fiquem atentos na leitura e no finalzinho tem um presentão, o segredo dos grandes corredores. Boa leitura. Sobre as lesões! Imagine que você vai começar essa atividade, simples não? Corrida descalço, é só tirar o sapatos e correr! Uau, que ideia fantástica, não? E eu respondo NÃO! Bem, a ideia é ótima, obter uma nova habilidade, que milhões de pessoas não tem, que é correr descalço e nunca mais depender de tênis, mas é preciso uma atenção diante desse novo método de treino, é preciso bastante foco antes de começar, porque caso seja displicente com o assunto é possível que você venha a ser beneficiado com uma bela e charmosa lesão (Seria ótimo para os ortopedistas e fisioterapeutas de plantão), isso poderá “ferrar” seus treinos e fazer você desistir antes mesmo de descobrir a maravilha que é correr descalço. Tratando da parte biomecânica agora, quando corremos descalço, a maioria de nós temos a tendencia de encostamos primeiramente o retropé no chão (calcanhar), e sem o calçado que estamos habituados vai ser um pouco dolorido pisar assim, então vai perceber que terá que pisar com o antepé (parte da frente) no chão, pois o nosso pé na parte do calcanhar não ter mais aquela altura das entressolas no tênis, novos estruturas musculares e articulares serão recrutadas nesse momento, essas mesmas a qual nunca tínhamos nos habituado a utilizar. O fato é, a corrida descalça é melhor, economiza menos energia e causa menos lesão? Bem deixarei isso para o Reginaldo Fukuchi, fisioterapeuta esportivo pela Unifesp, mestre em biomecânica pela USP e doutorando em cinesiologia (estudo do movimento) pela Universidade de Calgary, no Canadá responder: “Quando aterrissamos no antepé, reduzimos a carga em algumas estruturas e aumentamos em outras. Assim, poderia diminuir a incidência de lesões como fratura por estresse na tíbia, mas aumentar a de fratura por estresse nos metatarsos do pé ou de tendinite calcânea (do tendão de Aquiles)”, traduzindo, você pode quebrar seus dedos e até ficar manco, 😉 Cruel falar assim? Sim, mas pra ter verdadeiros e significativos resultados tem que ter qualidade no que faz, todo cuidado...

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Evolução do curtidor: Filipe Bezerra
dez01

Evolução do curtidor: Filipe Bezerra

Evolução de um Nordestino arretado, parceirão e que a cada dia vai além em busca dos seus objetivos. Vamos seguindo com Filipe Bezerra…  Portal 7Fit — Quem é você? Bom, comece falando um pouco sobre sua vida pessoal, vida profissional e idade… Tem alguma pretensão futura em competir profissionalmente em algum esporte? Opa! 😀 Me chamo Filipe, sou de Recife-PE. Tenho uma empresa de Comunicação chamada UP Creative e estou abrindo outra para vendas de roupas fitness, a SpartanFit. Falando um pouco de mim, desde criança sempre tive tendências a engordar. Era aquela criança gordinha mas não obesa, graças aos meus pais. Eles eram bem severos comigo e agradeço demais por isso. Sempre gostei de natação, comecei aos 2 anos de idade e sempre participava das competições no colégio. Ganhava umas, perdia outras e adorava tudo isso. O tempo foi passando, entrei na fase de adolescente e recebemos uma notícia que praticamente derrubou a família. Meu pai foi diagnosticado com câncer de rim em fase avançada. Fez uma cirurgia de emergência e retirou um tumor de 4,5kg. Foi uma queda muito forte. Parei a natação, veio a depressão e em 4 anos (o tempo que durou o tratamento dele até ele falecer) eu fiquei obeso. Cheguei aos meus 147kg. Depois disso fiquei uns 2 anos tentando emagrecer. Voltei pra natação, entrava na academia e saia 15 dias depois, na época eu ODIAVA academia hehe.. E não tive sucesso em nada. Até que conheci uma pessoa que foi bem importante em minha jornada, Paula Cavalcanti, grandessíssima amiga, que tinha feito redução de estômago e me indicou a cirurgia. Marquei o médico, conversei e vi que depois de tantas falhas seria a melhor opção para mim. Passei 1 ano me preparando para a cirurgia, indo em todos os médicos necessários (cardiologista, nutricionista, endocrinologista, pneumologista e psicólogo). Por fim, fiz a cirurgia, acabei tendo complicações no pós operatório. Perdi 2 litros de sangue e tive que ser re-operado 2 dias depois. Portal 7Fit — Porque resolveu começar a treinar? O que te fez sair da zona de conforto em busca de uma vida mais saudável? Há alguém que te motiva, que sirva como inspiração? Há quanto tempo você treina? Graças a cirurgia eu já havia perdido bastante peso. Com o tempo estagnei e depois comecei a engordar novamente. Já estava com quase 125kg novamente e vi que teria que modificar isso ou então tudo o que tinha feito e passado não serviria de nada. Conversei com um de meus melhores amigos, Edgar Fernandes, pedi ajuda dele. Ele também era gordinho na época de adolescente e hoje estuda educação física. Tem um excelente...

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Evolução do curtidor: Paulo Pereira
nov29

Evolução do curtidor: Paulo Pereira

Mais uma evolução, e agora é de um brother que mora na mesma rua, quase vizinho. O cara é determinado e teve uma evolução excelente em relação a treinos de força e resistência. Acompanhem!   Portal 7Fit — Quem é você? Bom, comece falando um pouco sobre sua vida pessoal, vida profissional e idade… Tem alguma pretensão futura em competir profissionalmente em algum esporte? P.P. – Sou Paulo Pereira, tenho 20 anos, moro no rio, estudo, e sou atleta de Street Workout. Bom com 16 anos eu já gostava de treinar em praça, com 18 anos eu vi na internet esse esporte onde você treina com o seu próprio corpo, conhecido também como calistenia, você pode fazer isso em praças e ao ar livre. Já pratico esse esporte a 2 anos e tem um grupo aqui no rio que se chama RJ bars, treino com eles todos os domingos. Gosto muito do que eu faço. Existem também campeonatos e o meu objetivo é competir neles daqui alguns anos. Portal 7Fit — Porque resolveu começar a treinar? O que te fez sair da zona de conforto em busca de uma vida mais saudável? Há alguém que te motiva, que sirva como inspiração? Há quanto tempo você treina? P.P. – Eu comecei a treina porque eu gostava daquilo que eu fazia. Depois de um tempo comecei a evoluir no esporte, e eu não queria mais parar, até porque eu sempre gostei de cuidar do meu corpo. Minha grande inspiração e o Lazar Novovic ele me fez ver que não precisa ir à academia e toma suplemento pra ficar forte. Portal 7Fit — Atualmente qual ou quais atividades físicas pratica? O que acha dos exercícios alternativos como o pilates, crossfit, jump, danças, lutas? P.P. – Street workout (treino de rua) e corrida. São treinos muito bons. Cada um se identifica com um esporte. Portal 7Fit — Diga mais detalhes sobre sua evolução, quantos quilos ganhou/perdeu? P.P. – Bom quando eu comecei a treinar pesava 58 kg, agora eu estou com 70 kg. Portal 7Fit — Qual foi a sensação depois de ver uma fotografia antiga? P.P. – Meu objetivo foi realizado. Portal 7Fit — Qual é a sua rotina alimentar? Quantas refeições costuma fazer? P.P. – Bom, isso é uma coisa que eu faço muito a sério, porque eu não uso suplementos, faço cinco refeições por dia. Portal 7Fit — Faz o uso de suplementos alimentares? Quais utiliza? P.P. – Nenhum tipo de suplemento. Só comida caseira. Portal 7Fit — Como é o seu programa de treinamentos? P.P. – Bom como eu faço treino de rua, eu faço uma rotina de peito, abdômen, pernas,...

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Correr Descalço? Parte 1
nov17

Correr Descalço? Parte 1

Talvez esse seja um dos artigos mais intrigantes que vá lê, muita gente não vai conseguir ir até o final por ele ser tão contra intuitivo quando se trata de anos e anos de conhecimentos colocados em sua mente, vai mexer com você. O caso é que se você se encontra aqui, esse assunto provavelmente te deixa com pulgas atrás da orelha, e reconheço que não seja a toa, porque a primeira vez que eu li sobre isso, de primeira, a minha mente dizia: “Isso é inaceitável!” Mas o que eu perderia ao me aprofundar?! Está dentro da área da saúde, educação física, e é de interesse de praticantes de atividades físicas inteligentes que buscam a cada dia, o autoaperfeiçoamento e superação. Trouxe esse artigo com o intuito de que a partir dele seus treinos e/ou conhecimentos venham alcançar um novo nível. Ele ficou um pouquinho grande comparando com nossos outros artigos, então acabou sendo dividido em 3 partes. Na primeira parte será falado onde e como surgiu a ideia, será feita também uma análise sobre a filosofia de vida de praticantes que aderem essa forma de praticar, junto a isso, as características dos calçados minimalistas para a modalidade descalça (WTF? Correr descalço com calçado Mário?), meio confuso essa última, segue o texto que isso será explicado. Na segunda parte inclui algumas ideias sobre a aderência a essa forma de corrida, analisando alguns pontos importantes que serão de grande relevância para a prevenção de lesões e os tipos da mesma, seguindo também alguns cuidados na transferência da forma de corrida e também sobre como ser um ultracorredor. E quem sabe dê até pra iniciar um novo projeto, #projetorun.  Boa leitura, e foco!   Como tudo começou? Homo Sapien em um dia ensolarado e com o rugir de tigres dentes de sabre acorda e vai a caça, encontra a sua presa e começa a persegui-lá em uma corrida fenomenal, nada de Nike nos pés, é pura e simplesmente uma caçada descalça… Bem, vamos avançar só um pouquinho? Só 300.000 anos se passam e todo o “causo” começou em 2009 quando um escritor, Christopher McDougall, através do seu livro intitulado “Nascidos para Correr” coloca em jogo a ideia de que correr descalço poderia ser mais seguro e benéfico do que correr com calçados, e que nossa forma de correr atual é nada mais do que ilusão, e que não precisaríamos de tanta tecnologia dos calçados para correr por aí. Isso acabou gerando curiosidade no mundo inteiro. O livro também traz uma questão intrigante: Como podiam índios mexicanos correr ultramaratonas apenas com sandálias de borracha e ter menos lesões que atletas a...

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Evolução além das aparências
set24

Evolução além das aparências

Em um dia de sol e tranquilo, no meu primeiro dia de treino em academia, lembro-me de ter visto um cara muito magro, e novamente nos outros dias ele estava lá, e não “crescia”.  Pensei: Esse cara deve ter começado agora. Um dia em meio a uma conversa com o professor da academia, comentei: É interessante como o Fulano é forte, mesmo sendo magrelo… Ele riu e disse: Mário, ele é corredor, o treino dele é focado para outras coisas. Eu: Outras coisas? Como assim, academia não serve para ficarmos fortes e bem definidos? Professor: Não necessariamente Mário. Senti-me confuso, fui “pré conceituoso”. Nessa época estava eu no primeiro período da faculdade, nos fundamentos ainda, mas daquele dia esse assunto entrou na minha cabeça e não saiu mais, ao longo dos meus estudos e progressão nessa área da saúde, fui percebendo coisas incríveis e uma delas é a diversidade de objetivos e o quanto a Educação Física é poderosa. Esse será o tema do nosso artigo. Vamos falar sobre como evoluir mentalmente através de atividades físicas, desmistificar algumas ideias insalubres que muitos têm sobre o corpo/mente, como sempre tento trazer aqui pra vocês e também do por que, ser contra produtivo, comparar seus resultados com os de outra pessoa. Objetivos que fazem alguém se envolver com atividades físicas: Aumento da massa corporal e redução da porcentagem de gordura. Melhora do condicionamento físico e no sistema cardiorrespiratório. Evolução estética e conhecer novas pessoas. Superação, Disciplina e Foco. Manutenção da qualidade de vida para equilibrar com as atividades intelectuais do dia a dia, estudos, trabalho. Diversão e Entretenimento, liberação de endorfina, hormônio do prazer. São esses que me vem à mente nesse instante… Existem outros.   RESPEITAR AS DIFERENÇAS É PARA OS FORTES Fugindo da sequência lógica do texto, quero perguntar uma coisa pra vocês, o que acham dos frangos? Sim, aquelas pessoas que vão a academia e fazem exercícios mirabolantes, pegam cargas além da conta, se lesionam por bobeira, pedem pra revezar, mas acabam “dormindo” no aparelho, isso já aconteceu com vocês? Comigo, várias vezes. O que acham da presença deles em meio ao seu treino? Seja sincero nesse pensamento, possivelmente atrapalhando o seu desenvolvimento, correto. Eu particularmente era um frango completo, dizia: Pode deixar esse peso aí, eu consigo. #Quefase. Passou, Amém! O que eu percebo nas comunidades de Fitness e saúde são perguntas loucas e engraçadas, por exemplo, a pergunta: Eu tomo Nescau ou Toddy antes de fazer 4X12 no supino? Muitos dos comentários me divertem, claro, dar umas risadas não mata ninguém. Paralelo a isso existe uma intolerância da parte das pessoas mais experientes, rola um desrespeito...

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